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LULA E ALCKMIN PODEM TER CHAPA CASSADA: TSE ACEITA AÇÃO DO NOVO POR SUPOSTO ABUSO DE PODER NAS ELEIÇÕES

Partido acusa o governo de utilizar 35 medidas de impacto social e econômico para favorecer a reeleição presidencial em 2026. Justiça Eleitoral determinou que Lula e Alckmin apresentem defesa em cinco dias.

06/11/2026 às 07h12
Por: Notícia Extra
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Eleição de Lula causou instabilidade social e econômica no país. Imagem: Divulgação redes socais
Eleição de Lula causou instabilidade social e econômica no país. Imagem: Divulgação redes socais

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) admitiu, nesta quinta-feira (5), uma ação apresentada pelo Partido Novo que pede a cassação da chapa formada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), reeleitos em outubro de 2026. A legenda acusa os dois de suposto abuso de poder político durante a campanha presidencial.

A decisão foi tomada pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que considerou a ação apta a seguir em tramitação e determinou a notificação dos investigados para apresentação de defesa no prazo de cinco dias.

A admissão do processo, entretanto, não representa condenação nem reconhecimento de irregularidades. O TSE ainda precisará analisar as provas e os argumentos das partes antes de qualquer decisão sobre eventual cassação.

NOVO QUESTIONA 35 MEDIDAS DO GOVERNO LULA

Na ação, o Partido Novo sustenta que o governo federal editou 35 medidas provisórias e decretos entre janeiro e outubro de 2026, criando ou ampliando benefícios sociais e econômicos em período próximo às eleições.

Segundo a legenda, 12 dessas iniciativas foram anunciadas durante a campanha eleitoral, o que, na avaliação do partido, indicaria uma possível utilização da estrutura administrativa para favorecer a reeleição presidencial.

Entre as medidas questionadas estão:

  • Reajuste de 15,04% do Bolsa Família;

  • Ampliação de subsídios aos combustíveis;

  • Criação do programa de renegociação de dívidas Desenrola 3.0;

  • Proibição das apostas esportivas on-line;

  • Fim da chamada taxa das blusinhas.

O Novo calcula que as iniciativas tiveram impacto fiscal estimado em R$ 73 bilhões, além da abertura de 13 créditos extraordinários que somariam aproximadamente R$ 99,7 bilhões.

Esses valores são apresentados pelo partido na ação judicial e não constituem, por si só, comprovação de uso eleitoral irregular dos recursos.

PARTIDO PEDE CASSAÇÃO E OITO ANOS DE INELEGIBILIDADE

O Novo argumenta que a concentração de medidas de forte apelo popular no ano eleitoral teria proporcionado vantagem indevida à chapa governista.

Por isso, solicita à Justiça Eleitoral a cassação dos registros ou diplomas de Lula e Alckmin e a declaração de inelegibilidade dos investigados por oito anos.

Ao admitir a ação, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva destacou que o pedido apresenta fatos determinados e informações suficientes para permitir o exercício do direito de defesa.

O magistrado ainda deverá avaliar os pedidos de informações a órgãos públicos e definir as próximas etapas da investigação.

LULA DEFENDEU MEDIDAS SOCIAIS DURANTE A CAMPANHA

Durante a campanha presidencial, Lula rebateu questionamentos sobre a adoção de benefícios em ano eleitoral.

Em entrevista ao SBT, no dia 19 de outubro, o presidente afirmou:

“Não vou deixar de dar benefício porque tem eleição.”

O petista argumentou que as políticas públicas continuariam beneficiando a população independentemente do resultado das urnas.

Em outro processo eleitoral relacionado ao Bolsa Família, a defesa da campanha sustentou que o reajuste representou reposição inflacionária, sem criação de novo benefício ou ampliação do público atendido.

Até as últimas informações divulgadas sobre a nova ação, não havia manifestação específica da defesa da chapa sobre a decisão de quinta-feira.

FLÁVIO BOLSONARO TAMBÉM QUESTIONA A CHAPA REELEITA

A chapa Lula-Alckmin enfrenta outras ações na Justiça Eleitoral.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado no segundo turno, também apresentou questionamentos sobre o suposto uso da comunicação institucional do governo para beneficiar a candidatura petista.

Uma das ações inclui o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, e questiona a divulgação de mensagens e conteúdos oficiais durante o período eleitoral.

Em decisão anterior, o TSE rejeitou pedidos urgentes para suspender determinadas comunicações do governo, considerando, em análise preliminar, que os conteúdos apresentados tinham caráter aparentemente informativo. A investigação, contudo, prosseguiu.

CASSAÇÃO É POSSÍVEL, MAS DEPENDE DE JULGAMENTO

A legislação eleitoral prevê sanções para casos comprovados de abuso de poder político ou econômico, incluindo cassação e inelegibilidade, conforme as circunstâncias e a responsabilidade de cada investigado.

Para que essas punições sejam aplicadas, será necessário demonstrar a gravidade das condutas e sua relevância para a disputa eleitoral.

Por enquanto, Lula e Alckmin permanecem sem qualquer condenação nesse processo. A decisão do TSE representa a abertura de uma etapa de apuração que poderá ter consequências políticas e jurídicas relevantes, dependendo das provas e do julgamento final.

Jornal Notícia Extra | Redação

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