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“DUVIDOU DE MIM? EU VOU LÁ E MOSTRO!”: GOIANA QUE NASCEU SEM OS BRAÇOS DIRIGE, COZINHA E FAZ RAPEL

Natural de Anápolis, Kathrein Moura Faria, de 36 anos, é formada em Direito, servidora pública e conquistou a carteira de motorista após superar dificuldades de acessibilidade.

19/10/2026 às 15h04
Por: Notícia Extra
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“DUVIDOU DE MIM? EU VOU LÁ E MOSTRO!”: GOIANA QUE NASCEU SEM OS BRAÇOS DIRIGE, COZINHA E FAZ RAPEL

A goiana Kathrein Moura Faria, de 36 anos, nasceu sem os dois braços, mas desenvolveu maneiras próprias de realizar atividades como cozinhar, dirigir e praticar esportes de aventura. Natural de Anápolis, ela é bacharel em Direito, pós-graduada em Segurança Pública e trabalha no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

Desde a infância, Kathrein recebeu incentivo da mãe e da irmã, Ivana, para desenvolver sua autonomia. Apesar do apoio familiar, enfrentou obstáculos, incluindo a recusa de matrícula por uma escola que alegou não estar preparada para receber uma aluna com deficiência.

Uma de suas maiores conquistas foi obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Inicialmente, aprendeu a dirigir um veículo manual com a ajuda do marido, Luiz, mas encontrou dificuldades para trocar as marchas. A solução veio com um carro automático e direção elétrica, que facilitou a condução.

“Dirigir não é uma questão de luxo, é uma questão de autonomia também”, afirmou em entrevista ao Mais Goiás.

Na cozinha, Kathrein aprendeu observando a avó e hoje prepara pratos como moqueca, peixe frito e assado, utilizando utensílios convencionais. Também já praticou mergulho e rapel, experiências que ampliaram suas possibilidades de lazer.

Casada há 13 anos, ela divide a rotina com o marido e os oito cães do casal. Antes de trabalhar no CRAS, atuou durante nove anos no Juizado Especial Criminal.

Kathrein reconhece os avanços na inclusão das pessoas com deficiência, mas ressalta que ainda existem barreiras, principalmente quando os direitos garantidos por lei não são respeitados.

Sua trajetória evidencia a importância do apoio familiar, da acessibilidade e das oportunidades para que pessoas com deficiência possam exercer sua autonomia.

“Se falar que eu não consigo, aí que eu vou lá e mostro que eu consigo”, resume Kathrein.

Fonte: Mais Goiás.

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